sábado, 5 de julho de 2014

O Escuro

Num ponto angustiante da vida gritei pelo silêncio. Tendia suportar determinados momentos ouvindo meus próprios pensamentos, refletindo os dissabores das últimas horas. Fugi de tudo e de todos. Sozinho, externei em lágrimas vontades, segredos, dores. A escuridão posicionou meu corpo no divã, extraiu o pior e o melhor de mim. Desnudei a tristeza. No quarto escuro retirei as mãos que sufocavam meu pedido de socorro. Renasci após horas. Esperar o dia renascer para continuar a caminhada, nada fácil, da vida. Aguardar outra entrega temporária das forças às agruras da vida, mas sempre pronto ao retorno das querelas...
   

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